A arte tem acima escrito em cinza: "JMJ PANAMÁ 2019". Logo abaixo escrito em azul: "Jovens encaram a JMJ como o combustível para trabalho pastoral e de evangelização". Mais abaixo as fotos lado a lado dos três personagens da reportagem Jorge, Guilherme e Gabriel. Bem abaixo em fundo creme está escrito em preto "OLHARVATICANO.COM"

JMJ Panamá 2019: Uma Jornada de experiências e serviço

Jovens encaram a JMJ como combustível para trabalho pastoral e de evangelização

Jorge Antonio Martins Filho, 25 anos, é coordenador do grupo da Articulação da Juventude Salesiana (AJS) na Paróquia Dom Bosco, de Itajaí. Gabriel Carlos de Souza, 23 anos, articula e anima a Pastoral da Juventude (PJ) da Arquidiocese de Florianópolis. Guilherme Vieira Lopes, 22 anos, lidera o grupo de Animação Missionária na Paróquia Santo Antônio, de Joinville. Em janeiro, eles terão um destino em comum: o Panamá. Ao invés de desfrutarem as águas caribenhas ou conhecerem o canal de transposição entre os oceanos Pacífico e Atlântico, os três participarão da 34ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Os catarinenses se juntarão ao público de 1,5 milhão de pessoas esperadas para a JMJ,  entre os dias 22 e 27 de janeiro de 2019, na Cidade do Panamá. A capital panamenha receberá “uma grande festa da fé”, segundo o arcebispo anfitrião dom José Domingo Ulloa (leia a notícia). Instituída por São João Paulo II, a jornada se tornou um dos maiores eventos católicos do mundo.

 

Recordações das experiências em JMJ. Créditos: Bruna Bertoldo

 

Um despertar para a juventude durante a catequese de Crisma

Com vivências e expectativas diferentes na atuação pastoral, Gabriel, Guilherme e Jorge têm na preparação para o sacramento da Crisma o ponto de partida para a dedicação no trabalho com a juventude.

Jorge teve o despertar para o serviço na Igreja como crismando em 2008. “Antes disso, fui batizado e recebi a primeira Eucaristia como todas as crianças, mas não me envolvia”, conta. Desde então, auxiliou na pastoral de Coroinhas, Infância Missionária, grupo de jovens da AJS e catequese de Crisma na Paróquia Dom Bosco, em Itajaí.

Assim como Jorge, Guilherme também não teve vivência ativa na Igreja Católica desde a infância. O joinvilense começou a participar mais graças ao grupo de jovens da AJS em uma comunidade da Paróquia Santo Antônio, há quatro anos. No entanto, o chamado para o serviço se deu em projetos missionários da Congregação Salesiana. “A partir da missão em Ponta Grossa, tive meu despertar”, confessa.

 
Compartilhada do Lightroom mobile
Gabriel coordena a PJ da Arquidiocese de Florianópolis. Créditos: Arquivo pessoal

Já Gabriel, teve uma vida de dedicação eclesial desde a infância “minha história na igreja começou desde que me conheço por gente. Dos cinco aos 14 anos fui coroinha”. Só em 2010, o jovem da capital iniciou com a turma de Crisma o Grupo de Jovens Força Juvenil na Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Em 2013, Gabriel participou da Escola da Juventude promovido pela Pastoral da Juventude (PJ) e foi para ele um “divisor de águas”. Passou a participar dos eventos e levar a proposta da pastoral para seu grupo na paróquia. Em 2015, foi eleito coordenador arquidiocesano da PJ, função que ocupa até hoje.

Vivências diferentes também na JMJ e com o papa

O mais experienciado em jornadas é o itajaiense Jorge Martins Filho. Em 2011, foi com o parceiro de trabalho pastoral Bruno Lima para Madri, última JMJ de Bento XVI. Os dois dormiram em alojamentos de um colégio na região metropolitana da capital espanhola. Durante o dia, iam até Madri para participarem das catequeses, via-sacra, vigília, missas e encontros com o Santo Padre.

Já em 2013, Jorge foi uma semana antes para o Rio de Janeiro, para atender a um pedido da avó Dona Rosa de viajar em um avião e visitar a família no Irajá, bairro da Zona Norte carioca. Acompanhado também da mãe Solange, ele aproveitou para curtir a família e conhecer alguns pontos turísticos da cidade maravilhosa. Na segunda semana, participou de todos os eventos da Jornada Mundial da Juventude, mas ao final do dia voltava para o Irajá.

Gabriel de Souza também foi peregrino na JMJ Rio 2013. O jovem florianopolitano se recorda que o Papa Francisco passou próximo dele e destaca com emoção “as falas do papa nos incentivando. Foram palavras fortes, bonitas, diversas falas proféticas”.

Mas a figura do Romano Pontífice não é estranha a Gabriel. Ele morou por sete meses em Roma, para um intercâmbio de sua graduação em Geografia no ano de 2016. Na ocasião, participou em diferentes ocasiões do Angelus na Praça São Pedro e até da missa de Páscoa com o papa Francisco.

Cada um seguirá sua própria jornada

Realizar uma jornada é cumprir um caminho e na Jornada Mundial da Juventude 2019, cada um desses jovens realizará seu itinerário particular. Guilherme Lopes, que nunca esteve em uma JMJ e sequer viu o papa, vive a expectativa de ser peregrino. O joinvillense lembra que em 2013 “não era muito envolvido na igreja e não fazia sentido na época” participar do evento. Sobre este ano, ele espera ver Francisco (itinerário do papa no Panamá) mesmo que de longe, mas “o simples fato de estar no mesmo ambiente, respirando o mesmo ar que o papa respira, já me deixa muito feliz por poder conhecer e, principalmente, ouvir”.

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Jorge será voluntário no Panamá. Créditos: Bruna Bertoldo

Ao peregrinar sozinho pela primeira vez em JMJs, Jorge será voluntário durante a jornada no Panamá. Próximo da terceira participação em jornadas, o itajaiense confessa: “não sei se teria o mesmo ânimo para ir como peregrino novamente”. “Como voluntário, me despertou uma vontade muito grande” de participar, afirma. Mesmo com a confirmação, ele ainda não sabe no que irá trabalhar. “Quando você se inscreve, você se candidata à várias áreas, mas eles avisam sempre que é preciso estar aberto para o que for selecionado”.

Em 2016, Gabriel também procurou ser voluntário na JMJ em Cracóvia, Polônia, mas não foi escolhido. No próximo ano, ele preferiu ser peregrino, porque também irá participar do programa Magis e não poderia  cumprir a preparação do voluntariado. Além disso, o coordenador arquidiocesano da PJ deseja “relembrar os momentos de juventude participando e não me preocupando com coisas referentes à organização”.

Uma jornada para além do Panamá

Para cada um deles, a jornada remete a um peregrinar que vai além dos 75 mil quilômetros quadrados do território panamenho. Gabriel será o primeiro a deixar o Brasil para a experiência Magis Centroamérica, na Guatemala, entre os dias 11 e 21 de janeiro. O programa é organizado pela Companhia de Jesus, congregação de Francisco, e chamou a atenção de jovem pejoteiro “por causa do acompanhamento com os padres e da perspectiva da solidariedade”.

No Brasil, o projeto jesuíta tem 5 anos, mas em Florianópolis chegou há um ano com o espaço no Colégio Catarinense. Por colaborar com o projeto, Gabriel foi convidado para o evento missionário na América Latina. Sobre o Magis, ele conta da expectativa em participar da “missão em uma comunidade indígena para ajudar em obras católicas e jesuítas”.

Sobre a Jornada Mundial da Juventude e o programa Magis, Gabriel quer “encontrar Cristo todo dia no rosto dos necessitados” e “ver como Cristo crucificado se manifesta naquele povo e como ressuscita, como nos diz o padre Wilson Groth”. “Estou ansioso para viver essa experiência profética e poder me dedicar ainda mais às causas do reino de Deus”, define o jovem da capital.

Na projeto jesuíta, Gabriel ainda não sabe o que lhe espera na Guatemala e se coloca a serviço: “o que aparecer para fazer, nós faremos”. O mesmo misto de espera e disponibilidade é vivido por Jorge. “A minha principal expectativa para essa jornada é de serviço. De estar pronto para sair da zona de conforto, aberto ao que precisarem.” “Será uma experiência de estar em missão, uma experiência do evangelho ao ajudar os jovens”, complementa o itajaiense.

Jorge encara a JMJ “como se fosse um combustível para ir até os jovens que não foram” no evento. Na visão dele, “a maior lição é perceber o tamanho da Igreja e a diferença que ela faz na vida das pessoas, em especial da juventude”. Para ele, o processo de preparação para a jornada é uma lição. “É preciso correr atrás para participar e muitos ficam pelo caminho por causa da empolgação, mas para quem permanece fica a expectativa do encontro com a juventude e com o papa”.

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Guilherme (centro) como missionário. Créditos: Arquivo pessoal

Já para Guilherme, o ano de 2019 será de experiências desafiadoras. Ele encara a JMJ como uma preparação para ser missionário em Angola a partir de março. A decisão veio depois de um longo processo de orientação espiritual e amadurecimento. “No início do ano, estive no Uruguai e foi muito bonito conhecer outra realidade, encontrar um outro jeito de viver a espiritualidade salesiana”, conta.

Assim como Gabriel, Guilherme deseja “ver Deus no próximo” em sua experiência missionária. O jovem espera “fazer um bom trabalho, ser uma presença significativa na vida das pessoas”, em meio ao povo angolano. E assim como Jorge e Gabriel, cada um em sua missão, o joinvillense também ainda não sabe o que fará, “mas quero compartilhar, rezar e viver com eles”. Para cada um, a Jornada Mundial da Juventude se expande e se torna serviço e doação para os outros.


Gabriel Carlos de Souza sairá de Florianópolis com destino à São Paulo em 8 de janeiro. Depois da etapa brasileira de preparação para o Magis, ele embarca para a Guatemala no dia 10. Por fim, segue para o Panamá dia 20. Na mesma data, Guilherme Vieira Lopes também ruma à Cidade do Panamá só que do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. E Jorge Antônio Martins Filho tomará o destino da JMJ no dia 14 de janeiro, em Navegantes. O itajaiense participará da semana de treinamento dos voluntários no Panamá.

A volta para casa de Gabriel e Guilherme iniciará dia 30 e a do Jorge em 1º de fevereiro. Cada um com seu destino – Itajaí, Joinville, Moçambique ou Florianópolis -, não importa, o que importa para eles é dar continuidade no serviço de evangelização fortalecido pelas suas experiências na Jornada Mundial da Juventude 2019, no Panamá.

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Jorge cumprimentando os paroquianos de Itajaí. Créditos: Bruna Bertoldo

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