Papa Francisco recorda a irmandade entre os povos e critica ganância e consumismo no Natal

Na homilia da Missa da Noite de Natal, nesta segunda-feira (24), o papa Francisco lembrou Belém como a Casa do Pão e como a cidade de Davi. Como é tradição, o pontífice celebrou a conhecida Missa do Galo na Basílica São Pedro.

Francisco criticou a ganância, o mundanismo e consumismo. Ao lembrar do pecado original, o Santo Padre recordou que a partir dali o “homem tornou-se ávido e voraz. Para muitos, o sentido da vida parece ser possuir, estar cheio de coisas”. Denunciou o paradoxo de alguns com ceias suntuosas e mesas fartas, enquanto muitos não têm o alimento.

Para o papa, Jesus tem a plena consciência da fome diária do ser humano. Uma fome espiritual, mas também a fome física. Em sua homilia, Francisco apresentou o Menino Jesus como doação para a humanidade. Cristo seria um Deus que “não agarra, oferece de comer; não dá uma coisa, mas dá-Se a Si mesmo. Em Belém, descobrimos que Deus não é alguém que agarra a vida, mas Aquele que dá a vida”.

“O corpo pequenino do Menino de Belém lança um novo modelo de vida: não devorar e acumular, mas partilhar e dar. Deus faz-Se pequeno, para ser nosso alimento”, esclarece o Papa. O Natal é o período mais propício, segundo ele, para “romper a espiral da avidez e da ganância”.

A atitude dos pastores de Belém também foi lembrada. “Esperar acordado, ir, arriscar, contar a beleza são gestos de amor”. Para Francisco, a fé é um combustível para a ação, para a doação ao próximo. Essa é uma das características do discurso do Papa argentino. Jesus é o pão da vida, o pão que dá e promove a vida, na concepção de Bergoglio.

Na bênção Urbi et Orbi, na sacada da Basílica São Pedro, Francisco destacou que a mensagem universal do Natal é “ que Deus é um Pai bom, e nós somos todos irmãos.” O pronunciamento é considerado os votos natalinos oficiais do Sumo Pontífice aos fiéis na Praça São Pedro e para todo o mundo, na manhã desta terça-feira (25).

Em sua fala, Bergoglio lembrou Israel e Palestina para “retornar o diálogo”; a Síria para “reencontrar a fraternidade”; a Comunidade Internacional para levar ao Iêmen “alívio a tantas crianças e às populações exaustas pela guerra”; os refugiados e deslocados na África para “surgir uma nova aurora de fraternidade no continente”; para que nas Coréias se “robusteça os vínculos fraternos”; recordou à Venezuela “reecontrar a concórdia”; pediu alívio e paz duradoura na Ucrânia; e na Nicarágua esforços para “construir o futuro do país”.

O Papa lembrou também dos “povos que sofrem colonizações ideológicas, culturais e econômicas, vendo dilaceradas a sua liberdade e identidade, e que sofrem por causa da fome e da carência de serviços educativos e sanitários”. E, por fim, dos fiéis “que celebram a Natividade do Senhor em contextos difíceis, para não dizer hostis, especialmente onde a comunidade cristã é uma minoria, por vezes frágil ou desconsiderada”.

Como solução aos conflitos Francisco explorou a dimensão de fraternidade humana. Para o Papa, a diversidade é enriquecedora e deve ser fonte de diálogo em especial nesse tempo. “Por isso, as minhas boas-festas natalícias são votos de fraternidade.” A bênção e foi recebida por milhares de fiéis na Praça São Pedro lotada.


A equipe do Olhar Vaticano deseja a todos um feliz e santo Natal! Obrigado por chegar até aqui. Seguimos na observação do Papa e todo o universo em torno do Vaticano.

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