A foto mostra o papa Francisco à esquerda de mão aberta para saudar as pessoas na Sala Paulo VI, antes da Audiência Geral. À direito as pessoas e crianças estendem as mãos ao Papa para tocá-lo.

Papa Francisco critica nacionalismos conflituais e confessa: “gosto muito de fazer a Via-Sacra”

O Papa Francisco retornou a sua rotina de audiências públicas, nesta quarta-feira (30), na Sala Paulo VI. E o tema de hoje foi a viagem apostólica ao Panamá e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O argentino falou das celebrações presididas por ele, do entusiasmo dos jovens e confessou seu gosto por rezar a via-sacra. O Pontífice também criticou os nacionalismos conflituais e o que chamou de “inverno demográfico” na Europa.

Ao lembrar as experiências vividas na JMJ, Francisco lembrou do orgulho das famílias com seus filhos. O Papa disse que os pais erguiam as crianças em suas mãos para que ele as abençoasse como quem diz: “eis meu orgulho! eis meu futuro”. O Santo Padre elogiou a dignidade do gesto em contraposição “eloquente ao inverno demográfico que estamos vivendo na Europa”. Uma forte crítica às famílias europeias que não desejam mais ter filhos.

Outra dura crítica de Francisco foi aos “nacionalismos conflituais”, classificados pelo Papa como  uma “triste tendência”.  O Pontífice destacou a integração dos jovens de diversas nacionalidades em contraposição às experiências que “levantam muro e se fecham para a universalidade”. “Os jovens cristãos são no mundo fermentos de paz”, afirmou.

Francisco também fez uma confidência aos fiéis em Roma. “Eu gosto muito de fazer a Via-Sacra”. O argentino disse que carrega sempre uma via-sacre em seu bolso, um presente que recebeu em Buenos Aires, e que costuma rezar com frequência. (Leia sobre a Via-Sacra celebrada na JMJ.) . “No Panamá, os jovens levaram com Jesus e Maria o peso da condição de tantos irmãos e irmãs que sofrem” em diversas formas de escravidão e pobreza. “Façam vocês também”, incentivou o Papa.

O Santo Padre citou com carinho da liturgia penitencial com os jovens encarcerados e a visita à casa Bom Samaritano para o Angelus. De modo especial, Francisco recordou sobre o silêncio e o entusiasmo dos jovens na vigília e de suas palavras aos jovens na missa de encerramento no domingo. “Os jovens não são o daqui a pouco, mas o agora da Igreja”.

Em resumo, o Papa classificou que “os encontros com os jovens se entrelaçaram com a realidade do país”. Agradeceu ao presidente, os bispos e voluntários. Destacou o exemplo do bispo São Óscar Romero e os encontros dos jovens nativos e afro-americanos que antecederam a jornada.

Aos peregrinos de língua portuguesa, Francisco deixou a mensagem:
“Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, particularmente o grupo do Colégio São José de Coimbra. Queridos amigos, o mundo precisa de uma Igreja jovem, alegre e acolhedora: renovemos o nosso compromisso para que as nossas comunidades se convertam em lugares onde se faz a experiência do amor de Deus, que não exclui a ninguém. E a próxima Jornada será em português! Que o Senhor vos abençoe a todos!”

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