A foto mostra três voluntários com a camiseta amarela com o logo da JMJ e o escrito "voluntario" em verde. Os jovens sorriem rodeando o padre Fornos que está de cinza e cachecol. Na esquerda, Jorge segura uma placa azul escuro em forma de uma mão com a logo da jornada em branco.

JMJ Panamá 2019: Entrevista com Jorge Martins Filho

Perceber a grandeza da Igreja

O Olhar Vaticano inicia a série de entrevistas sobre a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Panamá. O projeto irá revisitar as principais fontes das reportagens e da cobertura realizadas sobre o evento.

Nosso primeiro entrevistado é Jorge Antônio Martins Filho, advogado de Itajaí e voluntário na JMJ 2019. Jorge foi uma das três fontes da reportagem “Uma jornada de experiências e serviço” e o responsável pelos relatos diários da jornada no nosso Instagram. Nas próximas linhas, o itajaiense conta sobre seu trabalho voluntário e suas experiências no Panamá.

Como foi sua experiência com o papa Francisco na JMJ Panamá 2019?
Muito enriquecedora e muito incentivadora. As palavras do papa foram muito sensíveis, atuais e profundas. Sua presença já é uma alegria pra todos, porém suas palavras, seus conselhos, suas instruções e recomendações, suas lições são muito valiosas, para a vida em todos os sentidos: pessoal, profissional e vida de igreja.

Como você se sentiu participando da Jornada Mundial da Juventude com milhares de jovens de diferentes nacionalidades?
A sensação de estar em uma Jornada Mundial da Juventude e perceber a sua grandeza nos faz perceber a grandeza da Igreja. Não uma grandeza numérica, material, ou qualquer coisa do gênero. Mas uma grandeza de vidas, de pessoas, de sentimentos, de intenções que se unem e vivem a mesma fé.

Qual é para você o momento mais marcante desta JMJ?
Sem dúvida a adoração do sábado à noite, no Campo São João Paulo II, foi o momento mais marcante. Embora fossem diferentes nacionalidades, com suas culturas e seus idiomas, a unidade da oração foi muito profunda. Observar uma multidão de jovens buscando a conexão com Deus foi muito bonito. As palavras do Papa, as músicas e motivações ajudaram muito para que fosse um momento especial de sentir a presença e ação de Deus em nossas vidas.

Qual a mensagem que esta jornada deixa na sua vida?
Uma mensagem de fé. Pode parecer simples, mas foi isso. Uma mensagem de fé nas pessoas, fé em Deus e fé em mim mesmo. Fé de que somos fortes quando estamos em unidade. Fé de que Deus age em nossas vidas, diariamente, no tempo bom e no tempo ruim. Fé de que posso fazer mais da minha vida.

Como voluntário da organização, como você observou o esforço da Arquidiocese do Panamá na organização da JMJ?
Em um dos posts que fiz no Instagram na tentativa de compartilhar aquilo que estava acontecendo no Panamá falei disso: da grande acolhida, da alegria e da expectativa que os panamenhos estavam vivendo com a Jornada Mundial da Juventude. As famílias sorriam e davam as boas vindas quando os peregrinos passavam pelas ruas, as ruas estavam decoradas e se viu um grande desejo de fazer os visitantes se sentirem bem. Então, vejo que a arquidiocese e toda a comunidade se esforçou muito e, mais que isso, souberam preparar bem as pessoas e a estrutura da cidade pra receber bem os peregrinos. Claro que num evento dessa grandeza, com esse número de pessoas é difícil agradar a todos e fazer as coisas funcionarem perfeitamente, mas se viu um grande esforço pra que tudo ocorresse bem.

No encontro com os voluntários o papa ressaltou a dimensão do compromisso. Como foi viver esse compromisso? E como foi a experiência do com o papa?
Foi muito significativo ter assumido um compromisso, se colocado a serviço e ser surpreendido com as coisas que acontecem quando nos doamos. Foi cansativo, sem dúvida, desconfortável comparado ao que cada um vive na sua vida cotidiana, mas foi uma experiência de missão, de fazer parte, de contribuir, de estender a mão e ser instrumento de Deus.
E se encontrar com o papa e os demais voluntários foi mais um pouco daquilo que falei no início, sobre perceber a grandeza da Jornada, grandeza das vidas, da unidade e da doação. No dia a dia se via muitos voluntários, mas reunir todos num estádio dá uma dimensão muito maior, se percebe realmente a quantidade imensa de pessoas que assumiram o compromisso e quiseram fazer parte desta missão. O papa demonstra muita gratidão ao ‘sim’ dos voluntários, e encoraja a servir não só nos eventos, pequenos ou grandes, não só na vida de comunidade, mas no dia a dia também. Nos encoraja a ser portadores da luz que vem do evangelho para iluminar outras vidas.


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