A foto mostra o jovem Gabriel Carlos Souza de moletom azul no canto esquerdo ao lado de duas mulheres da Guatemala. No segundo plano aparece um menino sorridente.

JMJ Panamá 2019: Entrevista com Gabriel Carlos Souza

Gabriel Carlos de Souza é o segundo entrevistado da série iniciada pelo Olhar Vaticano para conversar sobre a experiência da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) com as fontes da reportagem “Uma jornada de experiências e serviço”.

Além da JMJ, Gabriel também participou do projeto missionário dos jesuítas Magis, na Guatemala. Assim como o Jorge, Gabriel também compartilhou suas experiências com nossos seguidores no Instagram. Nas próximas linhas, no vídeo e nas fotos é possível sentir a emoção do jovem de Florianópolis na América Central.

Como foi sua experiência com o papa Francisco na JMJ Panamá 2019?
O Papa esteve presente nos momentos de aglutinação de massa da JMJ. Ou seja, na acolhida do papa, na Via Crucis, vigília e missa de encerramento. No momento que ele chegou, estávamos em um restaurante e tudo e todos paravam para ver o papa dar o primeiro passo no Panamá. Foi um momento de muita emoção. Corremos para a grade, em seguida, para ver o papa passar já no papa móvel. Estava já muita gente reunida próximo a grade, tentando um local mais perto da grade. A emoção do povo ao ver ele passar foi incrível. Falar da proximidade dos jesuítas.
A sensação é incrível. Era notório o carinho pelo Brasil pelos mais diversos países. Além disso, ver um grande conglomerado de pessoas que partilham a mesma fé, apesar das diferentes culturas, é algo que anima minha caminhada.

Como foi sua experiência na Guatemala no Magis?
Minha experiência na Guatemala foi bem interessante e diferenciada. O Magis separou diversas delegações por toda América Latina. O Brasil e a Polônia ficaram na Guatemala. Na Gautemala, ficamos dois dias na capital e fomos recebidos pela Universidade Rafael Landívar. Fomos divididos por toda a Guatemala. Fui para uma região chamada Huehuetenango, na cidade de Santa Bárbara, na comunidade indígena La Vega. Ficamos eu, um brasileiro e mais um guatemalteco. É uma comunidade muito pobre, a maioria das casas não tinha divisórias nem banheiro e não há acesso a muitos bens de consumo. Em uma das casas nos serviram suco e disseram: “é tudo que temos” e isso me marcou bastante. Aprendia a falar alguma palavras em Maia e escrever outras. E depois voltamos para a universidade, para a capital e por fim para o Panamá com o encerramento em conjunto com todas as delegações do mundo. Aquela comunidade ainda não saiu da minha cabeça.

Qual a mensagem que esta jornada deixa na sua vida?
A jornada é importante para reafirmar a fé e o compromisso com a construção do reino de Deus. Isso é vital para continuarmos os processos de articulação de juventude. Trago mais força para construir e prosseguir com fé no caminho.


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