Compartilhar coisas boas: os gestos de Francisco e suas repercussões

Vídeo em que o Papa retira a mão para impedir que fosse beijada circulou na rede e nós viemos relembrar tantos outros momentos para superar mais esta crise de imagem

Estamos na Semana Santa e uma série de reflexões nos são sugeridas. Hoje vamos falar sobre julgamentos, compartilhamentos em redes sociais e acima de tudo, humildade e bom-senso.

Muito se tem falado sobre a Igreja Católica e cada vez mais surgem assuntos na mídia que podem, de alguma forma, manchar a imagem da instituição. Como já conversamos por aqui, os escândalos enfraquecem a igreja e diminuem a credibilidade dos fiéis sobre que podem se afastar.

Um episódio em questão chamou a atenção de todos e foi destaque em veículos de comunicação do mundo nas últimas semanas, a recusa do beijo no anel, pelo Papa Francisco no santuário de Loreto, na Itália.

Qual a sua reflexão sobre isso?
As criticas surgiram de todos os lados, já que uma tradição de séculos foi quebrada. O porta-voz do Vaticano informou que a atitude do Papa em retirar a mão na hora do beijo foi apenas por questão de higiene, visando a saúde dos próprios fiéis, já que a fila para cumprimentar o pontífice é consideravelmente grande. A mídia reforçou que não era a primeira vez que aquilo acontecia.

Tentaram de algumas formas desmontar a imagem humilde de Francisco e muitos fiéis, sem ao menos refletir, compartilharam as imagens repercutindo ainda mais o caso mal explicado.

Longe do senso de superioridade
Francisco já destacou, por diversas vezes, o quanto prefere abraços e cumprimentos ao invés do tradicional beijo no anel de Pescador. O Papa já explicou que não gosta de ser exaltado (que todos os gritos e saudações precisam ser em nome de Deus e Jesus Cristo). Explica, vez ou outra, que as pessoas devem lhe olhar de frente, ao invés de se abaixarem diante dele. O Papa não se prende ao poder que tem e pede aos fiéis que entendam isso. Nós, fiéis, só precisamos de um pouco de reflexão e bom senso.

Se chegarmos a duvidar da personalidade forte e humilde do Papa Francisco, mesmo após tantos anos de pontificado, podemos lembrar de alguns casos que desmistifica tudo isso. No dia 20 de fevereiro de 2019, um dia antes da Reunião sobre os crimes de abusos sexuais, uma das vítimas encontrou o Papa Francisco e ele, prontamente, lhe beijou as mãos. O gesto foi visto como pedido de perdão pelo mal cometido pela Igreja. Outro gesto que chamou a atenção, logo após o episódio do “não beijo” no anel, foi a imagem do Papa Francisco beijando os pés de líderes do Sudão do Sul, reforçando o pedido de paz.

Ao longo do seu pontificado vários momentos foram marcantes, ensinando a nós mesmos que precisamos nos colocar a serviço, mesmo que estejamos em situação superior. Em 2013, durante a Semana Santa, o Papa reuniu adolescentes de um centro de detenção para a missa de lava pés. Francisco lavou os pés dos 12 jovens, repetindo o gesto de Jesus com os apóstolos. Também em 2013, em Roma, Francisco lavou e beijou os pés de refugiados, incluindo três muçulmanos, repetindo o gesto em 2016.

Se há tantas coisas lindas a serem compartilhadas, porque focamos em notícias negativas? É nesse momento que precisamos ter bom senso, usar nossa força para mostrar aquilo de melhor da Igreja e do Papa Francisco. Há muito o que aprender e muito o que ensinar com os gestos do Pontífice.


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