A foto mostra o Papa Francisco na Basílica São Pedro durante a procissão de entrada da missa com os cardeais e diáconos.

Semana Santa: Francisco recorda a proximidade de Jesus com seu povo aos sacerdotes de Roma

O Papa Francisco presidiu a Missa do Crisma, na Basílica São Pedro, na manhã desta Quinta-Feira Santa (18). Nesta liturgia, os bispos reúnem seus sacerdotes para celebrar o sacerdócio com a renovação das promessas sacerdotais e a benção e consagração dos santos óleos. Para Francisco, esta é uma ocasião especial, pois o Papa exerce de fato a função de bispo de Roma, como ele gosta de ser chamado.

Com a basílica papal lotada de sacerdotes romanos e religiosos, o Bispo de Roma falou sobre a proximidade de Jesus com seu povo. Pediu aos ministros ordenados um contato direto com os mais necessitados, falou das graças recebidas pelo povo de Deus na intimidade com Jesus e das preferências pelos sofredores.

Francisco chamou de “preferência inclusiva” a relação do Redentor com os pobres, os prisioneiros de guerra, os cegos e os oprimidos. “Assim como a unção com o azeite se aplica num ponto e a sua ação benéfica se expande por todo o corpo”, a ação de Cristo sobre esses necessitados se expande à todas as pessoas.

“O Senhor nunca perdeu este contato direto com o povo, sempre manteve a graça da proximidade, com o povo no seu conjunto e com cada pessoa no meio daquelas multidões”, disse o Santo Padre ao se referir a Jesus como pastor do rebanho a transformar a vida das pessoas.

O bispo de Roma falou direto aos seus sacerdotes: “queridos irmãos sacerdotes, não devemos esquecer que os nossos modelos evangélicos são este povo, esta multidão com estes rostos concretos, que a unção do Senhor levanta e vivifica. São aqueles que completam e tornam real a unção do Espírito em nós, que fomos ungidos para ungir”.

Ao recordar a “preferência inclusiva”, o Papa Francisco lembrou da unção de Jesus no evangelho sobre seus preferidos. Chamou atenção dos sacerdotes para “devolver aquele brilho que só o amor gratuito pode dar, aquele brilho que nos é roubado diariamente pelas imagens interessadas ou banais com que nos submerge o mundo”. Falou da cura dos traumas “que deixam pessoas, famílias e populações inteiras fora de jogo, como excluídas e supérfluas, à margem da história”. E pediu a libertação das prisões ideológicas para “libertar as nossas cidades destas novas escravidões”.

No final de sua homilia, Francisco deixou a mensagem aos seus colaboradores em Roma. “Ungimos, distribuindo-nos a nós mesmos, distribuindo a nossa vocação e o nosso coração. Enquanto ungimos, somos de novo ungidos pela fé e pela afeição do nosso povo. Ungimos, sujando as nossas mãos ao tocar as feridas, os pecados, as amarguras do povo; ungimos perfumando as nossas mãos ao tocar a sua fé, as suas esperanças, a sua fidelidade e a generosidade sem reservas da sua doação, que muitas pessoas eruditas designam como superstição”, falou o Pontífice Romano.

Ainda hoje, o Papa Francisco abrirá o Tríduo Pascal com a Missa da Ceia do Senhor e do Lava Pés no Presídio de Velletri. Na Sexta-Feira Santa (19), o Santo Padre presidirá a Celebração da Paixão, na Basílica São Pedro, e o Via-Sacra no Coliseu. Sábado (20) será a Vigília Pascal e no Domingo de Páscoa Francisco preside a missa da ressurreição e concede a benção Urbi et Orbi.

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A foto mostra o Papa Francisco sentado observando o diácono colocando perfume na ânfora da óleo do crisma.
Créditos: Vatican Media
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