A foto mostra a multidão saudando o Papa Francisco no Papa Móvel.

Francisco em Moçambique: é preciso dar gestos concretos de amor

O Papa Francisco está no seu terceiro dia da Viagem Apostólica para o continente africano. Na manhã desta sexta-feira (06), o Santo Padre visitou o Hospital de Zimpeto e presidiu uma missa em um estádio lotado em Maputo, capital de Moçambique. Durante a celebração, o Pontífice convidou os fiéis a buscarem a paz por meio de gestos concretos de amor, como fez Jesus. O Papa também denunciou os graves problemas econômicos causados no país pela corrupção.

Em sua homilia Francisco apresentou a proposta de Cristo ao exigir o amor a todos, até aos inimigos. “Jesus não é um idealista, que ignora a realidade; fala do inimigo concreto, do inimigo real”, aquela pessoa “que nos odeia, expulsa, insulta e rejeita como infame”.

Assim como no encontro com os jovens, o Papa lembrou a história de Moçambique marcada pelas guerras civis. “Muitos de vós podem ainda contar, em primeira pessoa, histórias de violência, ódio e discórdias; alguns, em sua própria carne; outros, de alguém conhecido que já não está; e outros ainda pelo temor de que feridas do passado se repitam e tentem apagar o caminho de paz já percorrido”. Francisco citou a situação de Cabo Delgado, região do norte moçambicano assolado por conflitos há três anos com saldo de mais de 200 mortos e milhares de desabrigados.

O Pontífice convidou os fiéis a realizarem gestos concretos. “Jesus não nos convida a um amor abstrato, etéreo ou teórico, redigido em escrivaninhas para discursos”, disse. “Nenhuma família, nenhum grupo de vizinhos ou uma etnia e menos ainda um país tem futuro, se o motor que os une, congrega e cobre as diferenças é a vingança e o ódio”, lembrou o Papa.

Ao fim de sua mensagem, o Papa Francisco deixou um recado pela paz. “Se a paz de Cristo é o árbitro nos nossos corações, então quando os sentimentos estão em conflito e nos achamos indecisos entre dois sentidos opostos, ‘façamos o jogo’ de Cristo”, disse o Santo Padre ao exigir o amor aos inimigos como caminho de paz.

O Papa também criticou a corrupção que impede o desenvolvimento e a distribuição de renda no país. “Moçambique possui um território cheio de riquezas naturais e culturais, mas paradoxalmente com uma quantidade enorme da sua população abaixo do nível de pobreza”. O argentino se disse triste ao ver “irmãos da mesma terra, que se deixam corromper; é muito perigoso aceitar que a corrupção seja o preço que temos de pagar pela ajuda externa”, criticou o argentino.

Ainda nesta sexta (06), o Papa Francisco se despediu de Moçambique e voou em direção a Antananavario, capital de Madagascar. O Pontífice permanece na ilha até segunda-feira (09), quando parte para seu último destino desta viagem, Maurício.

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A foto mostra o papa Francisco sorrindo e saudando o povo.
Créditos: Vatican News

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