A foto mostra o crucifixo utilizado na epidemia de praga em Roma durante a benção Urbi et Orbi extraordinário em primeiro plano. À frente, o Papa Francisco reza na praça São Pedro vazia.

Papas e as pestes, pragas, epidemias e pandemias na história: Peste Antonina

A pandemia de coronavírus COVID-19 afeta a todo o mundo e fez com que missas, procissões e demais atividades religiosas e pastorais fossem suspensas ou alteradas. No contexto político e religioso, o Papa Francisco se destaca com seu profetismo e liderança por meio de gestos de coragem e manutenção do isolamento social e de palavras de ânimo e conforto. Mas esta não é a primeira pandemia, nem epidemia a assolar Roma e o globo.

Há registros de pestes e pragas desde a Antiguidade. O Olhar Vaticano preparou uma série de textos com as principais epidemias e pandemias na história sob a perspectiva dos Papas e da Igreja.

Peste Antonina
A Peste Antonina recebeu este nome por ter adoecido e matado o imperador Romano Marco Aurélio Antonino em 180. A epidemia chegou a matar mais de 2 mil pessoas por dia em Roma e dizimou cerca de 25% do Império Romano entre os anos 165 e 180. Os sintomas eram febre, a diarreia, o vômito e tosse.

Durante a praga, muitos romanos culparam os cristãos por terem irritados seus deuses. “O cristianismo dava sentido a vida e a morte em tempos de crise. Aqueles que sobreviveram ganharam conforto ao saber que entes queridos, que morreram como cristãos, poderiam receber a recompensa do céu. A promessa cristã de salvação na vida após a morte atraiu seguidores adicionais, expandindo assim o crescimento do monoteísmo dentro de uma cultura politeísta” fala o texto publicado em Ancient.eu e traduzido para o Português pelo site Apaixonados por História.

No período da praga Antonina, a Igreja teve dois Papas. O primeiro foi São Sotero, entre 162 e 170, reconhecido com um Pontífice muito caridoso que enviava doações às comunidades católicas em dificuldade, além das perseguições as comunidades também sofriam com a peste. Entre 171 e 185, o Papa é São Eleutério que em seus registros não consta nada referente à praga.

Os próximos textos tratarão das pragas de Justiniano, de Cipriano, Peste Negra e Gripe Espanhola.

A série de textos foi inspirada pelo podcast: “AntiCast 428 – Pandemias (e Epidemias) Históricas”. Os eventos históricos apresentados se baseiam nas falas dos participantes do programa: Tupa Guerra, doutora em Teologia; Filipe Figueiredo, historiador; e Ivan Mizanzuk, fundador do AntiCast, doutor em Tecnologia; além das pesquisas do autor deste site.

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